Repórter narra experiência de subir no “Carvalhão”

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Evelyn Soares, JB Online

RIO – Os carros das escolas de samba estão cada vez mais altos, e ser destaque no topo exige ajuda de outra equipe. A empresa Carvalhão é a única que trabalha na Sapucaí com guindastes para colocar os componentes nos lugares mais altos das alegorias. Quem tem muito a dizer é o destaque do terceiro carro da Beija-Flor Marcos Costa, de 54 anos, que há 41 desfila na passarela do samba, sendo 12 deles só na azul-e-branco.

- O Carvalhão é perigoso, mas não tenho medo – diz o funcionário público.

O JB encarou o desafio e subiu no carro dos céus com Waldecir Conceição, de 56 ano, e André Luiz Ladislau, de 24 anos. No chão, quem segura a corda que evita que o carro balance é Sérgio Do Nicola, de 35 anos. O mais antigo é Waldecir, que tem 14 anos de carnaval.

- Não tenho problema de subir no andaime. Como já fui paraquedista, essa altura toda não me assusta. Mas é bom você não olhar pro chão – avisou.

O passeio, que demora por volta de 6 minutos, proporciona uma vista maravilhosa. Do alto, é possível ver as alas à frente animadas, aguardando os poucos metros para fazer a curva e iniciar o desfile. O leve vento balançava o andaime, dando mais emoção à viagem. O destaque, apesar de nervoso (mais pelo desfile), estava quieto. Pelo rádio, Waldecir dava intruções ao operador do carro e André gritava para que a corda ficasse mais firme.

Pronto, destaque no queijo, em cima da coroa, e o cercado se fecha novamente, agora pra descer.

- Olha só, como o Rio de Janeiro é lindo! Esse é uma das melhores partes deste trabalho – diz Waldecir, com um sorriso no rosto.

Já no chão, Sérgio explica que o instrumento é muito seguro e que medo sempre existiu. – Isso é saudável. Se você o perde, acaba também o respeito pelo trabalho – relata.

05:52 – 15/02/2010

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